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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

RELATIVIDADE

Por Antonio Roberto Fernandes do Nascimento

A maioria das pessoas acostumaram a simplificar as palavras, as expressões, dando assim espaço a dizeres incompletos e incompatíveis. Seria necessária refletir mais antes de proferir frases simplistas e menos apropriadas.
Habituamos a ouvir generalizações e totalizações no dia-a-dia, como "todo político é corrupto", ou que "ninguém me entende", "tudo ou todos estão errados", "nada dá certo", de forma a atingir inocentes e 'desvalidos'. Pensar assim, pode ser um possível reflexo de pessoas pessimistas...
Dizia Paulo Coelho "Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia". Vejamos que formas prontas, impensadas e totalitárias, na grande maioria das vezes, não condiz com a realidade, visto que abarcar tudo e todos sobre determinado tema ou problema é correr o risco de dizer inverdades e deixar de lado o relativismo tão difundido em nossa sociedade.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Crise da criatividade

“Criatividade consiste no total rearranjo do que sabemos com o objetivo de descobrir o que não sabemos.” (George Kneller). Ser criativo requer, assim, independência, coragem, disposição para o novo, vontade de superar limites, desejo de expressar interativamente novas posturas, atitudes e conhecimentos.
Sabemos, contudo, que o mundo contemporâneo vem forçando gradativamente a uma diminuição da capacidade criativa e criadora das pessoas, principalmente pela cultura capitalista da praticidade, flexibilidade, comodidade… Tais vantagens trazem consigo a possibilidade do atrofiamento da capacidade transformadora dos indivíduos.
Já parou para pensar o quanto a vida moderna economiza-nos do trabalho de pensar? As propagandas, por exemplo, elas nos indicam e até nos controlam como ver, imaginar, se comportar, amar, comprar, viver. Até porque, no mundo da competitividade não podemos perder tempo! Acha pouco? E as novelas nos apontam o modo certo de vestir, de comer, de dançar, de falar, etc. E os filmes? Foram eles, inclusive, que mais difundiram o tabagismo em todo o mundo. É como se, nessa perspectiva, poucos ditassem a maneira de pensar.
Estamos fazendo um convite para a reflexão. Muitos estão dependentes da visão reduzida da mídia, viciados no fácil e prontinho! Como ser criativo quando somos moldados a pensamentos acabados? Você não se cansa de ouvir sempre os mesmos clichês, os mesmos argumentos, as mesmas respostas? E os alunos o que ganham com um simples “Control C” e “Control V”? E a arte como mera cópia?
Então eu pergunto: Onde está a capacidade de diálogo consistente da maioria das pessoas? Onde foi parar o poder argumentativo delas? E quando a situação aperta, como se desvencilhar criativamente? E a nossa visão de mundo? Será que conseguimos enxergar além do que é dito? Será que devo ser realmente criativo? Albert Camus lhe responde: “Criar é dar forma ao próprio destino”. Ou segundo Lya Luft “Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto”.
E como anda nossos sentimentos verdadeiramente humanos? Será que foram “engolidos” pela competição, pela cobiça, ganância, esperteza, incapacidade de tolerância e de amar?
No mundo moderno, pensar é perda de tempo. O importante é consumir! O que você pensa sobre isso? Consumismo e praticidade vendam bastante nossa percepção, sensibilidade e criatividade.